Análise: Marcelo Teixeira ‘esquece’ a base e Santos vende jovens para contratar medalhões
- 23/09/2026
Marcelo Teixeira, presidente do Santos, está em seu terceiro ano de gestão e ainda não decidiu se vai tentar uma reeleição no pleito em dezembro. Um fato que marca essa atual diretoria do Peixe é a venda precoce de jovens da base, muitas vezes por valores baixos, para contratar medalhões. A negociação de JP Chermont com o exterior escancara essa prática nos últimos anos.
Chermont não foi a única ‘vítima’
Após o acesso à Série A no fim de 2024, o Santos vendeu no começo de 2025 o zagueiro Jair Cunha, hoje na Seleção Brasileira, para o Botafogo por 12 milhões de euros (cerca de R$ 71 milhões na época) que poderia chegar a 14 milhões de euros. Tiquinho Soares foi incluído na negociação e, com isso, o clube carioca conseguiu um desconto na operação.
Jair se valorizou no Botafogo e no meio do ano passado foi vendido ao Nottingham Forest, da Inglaterra. O Peixe, enquanto isso, tinha uma zaga frágil e essa venda mostrou que não valeu a pena. Isso porque Tiquinho foi uma completa decepção na Vila e fez apenas 7 gols em 40 jogos.
Tiquinho no início de 2026 foi emprestado ao Mirassol e, recentemente, conseguiu rescisão indireta com o Peixe por salários atrasados e retornou ao clube carioca. Uma negociação muito ruim que Marcelo Teixeira fez no Santos.
Mas a política de não valorizar a base continuou: em agosto de 2025 o Peixe vendeu Luca Meirelles ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por cerca de 12 milhões de euros (R$ 75 milhões à época). Mas, por outro lado, aceitou salários milionários para jogadores questionáveis como Thaciano e Lautaro Díaz.
Inclusive, Lautaro Díaz na janela do meio do ano foi devolvido ao Cruzeiro, que o emprestou ao Racing. Outro exemplo é Souza: que demorou para virar titular do Santos por causa da concorrência com Escobar – no Brasileirão de 2025, o Menino da Vila fez 24 jogos, sendo 14 como titular.
Mas quando ele poderia ter um ano para se consolidar como um dos principais laterais do futebol brasileiro, o Peixe, em crise financeira, vendou Souza ao Tottenham, da Inglaterra, por quase R$ 100 milhões. Esse valor é alto, mas poderia ter sido vendido por cifras maiores ficando mais tempo no Alvinegro.
Souza, que não estava pronto para jogar na Europa, pouco jogou na Inglaterra e na temporada 2026/2027 foi emprestado ao Porto, de Portugal. O Alvinegro Praiano, na gestão de Marcelo Teixeira, esquece a base para usar veteranos.
Mayke, por exemplo, chegou ao Santos aos 33 anos com um salário alto e não rendeu. Além disso, tirou espaço de JP Chermont no elenco profissional. O Menino da Vila foi emprestado ao Coritiba em fevereiro deste ano, mas não vai voltar ao clube paulista.
Marcelo Teixeira gosta de nomes midiáticos
Nesta quarta-feira (23), conforme noticiou o Globo Esporte, o clube da Vila Belmiro encaminhou a venda de Chermont para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. O valor gira em torno de R$ 18 milhões e o Coritiba fica com 10% pela taxa de vitrine.
O Santos está em crise financeira, com direitos de imagem atrasados, e se viu obrigado a negociar o Chermont, uma joia que precisava ser lapidada. Ele ganhou uma sequência de jogos no Coxa e mostrou que merecia mais chances que Mayke – o veterano nem está mais no clube paulista após buscar rescisão na Justiça do Trabalho por atrasos salariais.

Nesta janela de transferências, o Peixe trouxe nomes midiáticos como Coutinho, Rodinei, Arthur Melo e Cebolinha. Essa conta não fecha e para amenizar o prejuízo precisa vender jovens da base. Gabriel Bontempo, convocado para Seleção Brasileira, não duvido que seja o próximo. E nesse ciclo vicioso o Alvinegro desvaloriza a sua base.
FONTE: https://br.bolavip.com/santos/analise-santos-vende-jovens-medalhoes







