Concacaf convoca reunião de emergência e pode aderir à UEFA em boicote à Copa do Mundo
- 30/07/2026
A proposta da FIFA de criar uma empresa privada para administrar e comercializar suas competições provocou uma crise inédita no futebol mundial. Horas depois de a UEFA anunciar o boicote às competições da entidade presidida por Gianni Infantino, a Concacaf convocou uma reunião de emergência para discutir o tema e pode seguir o mesmo caminho da confederação europeia.
As 41 federações filiadas à Concacaf participam de uma videoconferência nesta quinta-feira (30) para debater a proposta apresentada pela FIFA na última terça-feira (28). Entre os países envolvidos estão Estados Unidos, México e Canadá, que sediaram a última Copa do Mundo.
Nos bastidores, dirigentes demonstram preocupação com a falta de transparência no processo, questionam o motivo de a FIFA buscar investimento de terceiros para administrar seus torneios e cobram mais detalhes sobre o projeto de privatização.
Copa do Mundo em risco
A movimentação ocorre poucas horas após a UEFA anunciar uma medida drástica. Em reunião virtual, a entidade decidiu que suas 55 associações nacionais deixarão de disputar todas as competições organizadas pela FIFA enquanto a proposta permanecer em discussão.
Caso o boicote europeu seja mantido e ganhe o apoio da Concacaf, o impacto poderá atingir diretamente a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, além de futuras edições dos torneios organizados pela entidade máxima do futebol, como o Mundial de 2030.
Pressão aumenta sobre Infantino
A iniciativa da FIFA também abriu uma nova frente política dentro da entidade. Apesar de Gianni Infantino seguir como favorito para conquistar mais um mandato na presidência da organização, a UEFA já avalia apoiar um candidato de oposição.
Um dos nomes cogitados é o de Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain, que desponta como possível adversário caso a insatisfação das principais confederações continue crescendo.







